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TOQUE MATERNAL, TOQUE PATERNAL
Jacqueline Besson
A Psicologia Biodinâmica tem mostrado a importância do toque (que é preciso distinguir de massagem) num processo psicoterapêutico. Por massagem entendemos uma técnica esquematizada, facilmente reproduzível, centrada no soma; enquanto que a noção de toque, sempre presente na massagem, é mais difícil de ser captada objetivamente e nos conduz a levar em conta a psiquê do cliente e sua relação com o terapeuta.
A relação mãe-filho cria-se numa fusão através de uma união corporal, onde cada um sente o outro e se sente existir pelo corpo do outro. O contato físico, o "carregar", os gestos para nutrir, para banhar a criança, são a[penas gestos técnicos, certamente indispensáveis, mas não suficientes à sobrevivência da criança, faltando-lhes, digamos, a intenção, isto é, um gesto focalizado, condutor de amor, de desejo, de ansiedade... para com ela.
A Intenção
A intenção tende certamente a ser consciente no terapeuta, mas uma porção lhe escapa e seu gesto carrega também seu inconsciente. Ele não é neutro nessa relação; quando muito, ele tem uma consciência mais aguda do que seu cliente de seus próprios afetos. Mas, apesar disso, é impossível evitar de deixá-los passar nos seus gestos!
Seu cliente pode às vezes percebê-los conscientemente, mas o mais freqüente é que se esconda à consciência. O aspecto relacional é deixado pudicamente na sombra por muitos profissionais do toque; para dissimular afetos e pulsões, eles apelam para manobras das quais a mais freqüente parece ser o recurso à técnica, ao ponto dela tornar-se inflacionista. De fato, nenhuma das partes é neutra: o cliente também emite sinais inconscientes que ressoam orgânica, emocional e energeticamente no corpo e na psiquê do terapeuta. Este diálogo dos inconscientes é uma fonte de riqueza imensa ou uma armadilha, segunda a capacidade de discernimento deste último.
Na minha atividade de ensinante fiquei algumas vezes pasmada de ver o quanto é difícil fazer um terapeuta mudar sua maneira de tocar, ficando fixado num mesmo tipo de toque. Por exemplo, o gesto permanece mecânico, vitalizante, como se a intenção do massagista fosse, independente da necessidade do cliente: "Seja forte, fique de pé". Ou ao contrário, o massagista não pode sair de um toque sensitivo, lento, que imerge seu cliente e ele mesmo numa regressão energética de tipo fusional!
Parece que na falta de consciência de seus próprios desejos ou de seus medos, o terapeuta congela-se num modo defensivo; ele não pode sair disso até que se tenha desobstruído um pouco de seus mais fortes bloqueios afetivos. Então seu toque pode tornar-se uma ferramenta hábil, variada, que permita um trabalho de profundidade e adaptado a cada caso. Pode utilizar toques, ora neutros, mecânicos, ora sensíveis e cuidadosos que farão emergir estados emocionais e energéticos os mais diferentes.
Toque Maternal e Paternal
Quero precisamente falar hoje de dois toques complementares; chamo o primeiro toque maternal e o segundo toque paternal, e tomar como modelos, numa primeira bordagem, o toque biodinâmico de Gerda Boyensen e o toque haptonômico de Frans Veldman.
Centração
O toque biodinâmico centra a pessoa sobre si mesma; respeitoso e sensível, permite à pessoa massageada perceber seu esquema corporal e suas sensações cenestésicas, mais ainda, graças `a qualidade da intenção terapêutica de despertar os afetos, de exprimir os sentimentos e de tomar consciência das imagens inconscientes que os acompanham. Este toque leva então a pessoa a ver e sentir o mais profundo de si mesma.
O movimento é centrípeto, anulando de certo modo o exterior; ouço, enquanto massageio, frases como: "Não senti mais as suas mãos". Mas, em compensação, a pessoa tem uma forte sensação de existir, às vezes evocando imagens cósmicas ou uterinas. Fazer a experiência deste toque é muito forte e freqüentemente é um momento chave da terapia. Lembro-me de uma mulher que sentiu seu corpo transformar-se num imenso rio africano e que dizia: "Neste trecho do rio a corrente atinge o paroxismo de sua força; nada escapa à potência da correnteza; qualquer obstáculo que se queira, rochedos, troncos desarraigados, bloqueados por alguma pedra, é impiedosamente submergido por uma espessa lâmina d'água cujo curso nada pode deter."¹
Prolongamento
O toque haptonômico, ao contrário, prolonga a pessoa num movimento energético para o social. É impressionante ver um exercício clássico de Frans Veldman: segurar um recém-nascido unicamente pelo sacro. O bebê é então capaz de se manter assentado, ereto, sobre a mão "paternal" que lhe transmite força ao longo de toda a coluna vertebral. O gesto não mais consiste em levar a pessoa a centrar-se no interior de si mesma, mas a (re)ativar a força na pessoa tocada, a fim de que possa manter-se ereta e afrontar o mundo social. Chamo, portanto, centrífugo este toque, um toque paternal.
E agora, se se observa como, na vida cotidiana, pais e mães tocam e carregam seus filhos diferentemente, pode-se detectar coisas interessantes para compreender as qualidades destes diferentes toques.
¹Citado por Claire Floret (1989), monografia de fim dos estudos na Ecole Française d'Analyse Psycho-Organique. Toulouse.
Iniciemos pelo toque da mãe, pois é o primeiro que a criança recebe no útero; ali o feto é carregado, envolvido... Em seguida, enquanto ela amamenta o bebê, há diferentes etapas: primeiro pega a criança, leva-a de encontro ao seio e envolve-a nos seus braços, há o contato dos lábios, da língua da boca do bebê com o mamilo da mãe; ele começa a mamar graças a um movimento reflexo de sucção sem se sentir ainda diferenciado de sua mãe, depois rapidamente torna-se ator; a partir do momento em que o bebê "tira" o leite, "torna seu" o leite de sua mãe, ele constrói sua própria existência se separando dela progressivamente. Mona Lysa Boyensen explorou bem aguçadamente o comportamento dos recém-nascidos. Demonstrou que nas crianças nutridas na mamadeira, a dimensão do furo do bico não era indiferente: se muito largo a criança engasga com o leite, mas, acima de tudo, ela não sente o prazer de sugar ativamente; se muito pequeno, o esforço é muito grande, a criança tem que tencionar os músculos da nuca e não vai sentir o prazer (o relaxamento da nuca é necessário em todos os momentos de abandono, notadamente no momento do orgasmo). Em compensação, quando a criança é rodeada de condições favoráveis, depois de absorvido leite, prazer e amor, ela entra num estado de êxtase que se assemelha bastante a certos estados orgonômicos que se experimenta nas massagens biodinâmicas e que dão uma sensação de existir intensamente.²
O toque do pai é diferente. O pai coloca as costas da criança contra seu peito (enquanto quando amamentando a criança fica voltada para o seio da mãe), ela pode assim olhar para fora, é virada para o exterior mesmo quando muito pequena. Mais tarde, o pai a faz saltar sobre seus joelhos, joga-a para o alto, a faz dar voltas como um avião... prazer mais intenso ainda bem diferente, portanto, daquele do mamar! Com seu pai a criança grita, um pouco assustada com este novo prazer ainda desconhecido. A mensagem do pai é claramente: "Cresça", "Não tenha medo, estou aqui", "Dou-lhe minha força, você também é forte", "Vá, explore o mundo".
Obviamente, cada um desses toques é indispensável para que se forje a identidade da criança; primeiro com a mãe, fase de acumulação, a criança é contida por um útero ou pelos braços; depois com o pai, o corpo movimenta-se para sentir organicamente a identidade.³
²Mona Lysa Boyensen (1985) - Initiation à la maternité - ADIRE No. 1.
³Jacqueline Besson e Yves Brault (1991) - Le cercle psycho-organique - ADIRE No. 6.
Além de tudo, quando a criança descobre seu pai pela primeira vez, ela aprende a conhecer alguém completamente diferente dela. Durante nove meses ela viveu em fusão com a mãe; e mesmo se o nascimento muda fundamentalmente esta relação, quando a reencontra fora do ventre, a criança percebe a mãe como alguém que já conhece energeticamente. Pode-se dizer que elas se reúnem, enquanto que com o pai esse encontro é completamente novo.
Yves Brault ilustra bem essa distinção num texto de conferência; ele relata as palavras de uma cliente após uma massagem: ela teve a impressão de encontrar alguém desconhecido, um Outro percebido como diferente dela, e ajuntou que teve a sensação de encontrar nele o pai que ela nunca havia conhecido.4 Ora, essa mulher havia sido, até então, massageada por uma terapeuta e sentira, ao contrário, um sentimento de fusão e regressão. Com um terapeuta homem ela encontrou sua identidade.
Apropriação
Há que se notar de imediato que não se trata da distinção entre toque paternal e maternal, de polo ativo ou passivo; pois nos dois casos o importante é que o cliente faça apropriação ativa daquilo que ele experiência na massagem. Enfatizei que mesmo com a mãe a criança não se encontrava numa recepção passiva, mas devia-se apropriar-se ativamente do leite materno. Seja o toque maternal ou paternal, ele requer de toda maneira que a pessoa aproprie-se daquilo que lhe é dado. Senão é o mesmo que encher sem fim o tonel de Danaïdes. Este ponto é quase sempre mal compreendido por aqueles clientes que desejam se colocar a cargo de um "terapeuta-salvador"; por certo, numa massagem é o terapeuta que age e a pessoa "nada tem a fazer" a não ser receber! E, portanto, se o cliente não apreende esse momento, nada pode acontecer de terapêutico.
Sensualidade, sexualidade
Esses dois tipos de toque marcam também duas diferentes maneiras de vivenciar o prazer; no primeiro caso, êxtase: o corpo relaxa, cada uma de suas
4Yves Brault (1990) - Symbole et toucher - Conferência no Colloquio: "Corps, cultures et Thérapies" - Université du Mirail, Toulouse.
células pulsa num movimento de prazer; no outro, excitado de prazer e gozo: o corpo inteiro agita-se, vibra, exprime-se pelos ruídos e movimentos.
Com a mãe, a criança (filho ou filha) está no mundo da sensualidade; com o pai, ela está naquele da sexualidade. É somente no contato orgânico com o pai que se pode fazer a passagem de uma relação simbiótica e cósmica para uma relação diferenciada com o outro. Pode parecer evidente à filha, que ela precisa encontrar seu pai para criar laços genitais com outros homens. Mas é também tão importante para o filho ter com seu pai uma relação orgânica que lhe permita separar-se da mãe e ir de encontro a outras mulheres.
E NA PSICOLOGIA BIODINÂMICA?
A questão que se pode colocar agora é esta: existem na Psicologia Biodinâmica essas duas variedades de toque, ou é preciso procurar em outras, na haptonomia por exemplo, uma qualidade de toque paternal?
Em outros termos, teria o terapeuta biodinâmico apenas o toque maternal, regressivo e fusional? Ou pode ter também um toque paternal, que dê identidade e ajude a encontrar o outro?
Creio ter já demonstrado que a qualidade do toque engloba tanto atitude e as intenções do terapeuta quanto a técnica empregada. O exemplo descrito por Yves Brault mostra que, em certas circunstâncias, a pessoa massageada por um terapeuta biodinâmico, pode sentir e mesmo verbalizar o encontro com o outro e mostrar como isso se vincula à sua história vertical (passado). Com efeito, se o terapeuta (homem ou mulher) deixa suficiente espaço a seu cliente, este último pode encontrar sua identidade apropriar-se dela.
Além do mais, a Psicologia Biodinâmica utiliza as noções de fluxo e defluxo.5 Note-se bem que não se pode identificar completamente fluxo e toque paternal, nem defluxo e toque maternal, se bem que tenham ligações evidentes. Há que se notar
5Partindo do ciclo reichiano de carga/descarga, Gerda Boyensen mostrou que a energia descendente tem uma função restauradora do roganismo e da psiquê. Em seu modelo de
também, que qualquer que seja a massagem, ela necessita um tempo de defluxo: quanto mais forte a carga, isto é, quanto mais energia ascendente provocada, maior defluxo deve ser atentamente conduzido a fim de que toda carga energética escoe-se num movimento "fundente" (de derretimento). Gerda Boyensen estudou muito essa etapa e grande parte das noções teóricas que ela expõe trata dessa fase da circulação energética. Também, grande parte das massagens biodinâmicas apelam para o toque maternal.
Isto não impede que sejam numerosas as massagens biodinâmicas que solicitam a ascensão da energia. Com efeito, Gerda Boyensen formou-se em massagem na Noruega com Bullow-Hansen e, ainda que ela seja discreta sobre suas primeiras técnicas, é bem provável que o método de Bullow-Hansen seja provocador. Os músculos são solicitados assaz fortemente pelo massagista antes de se relaxarem. Esta técnica permitiu que Gerda Boyensen criasse uma massagem fundamental, a deep-draining: ela procura a energia profunda nos ossos ao massagear o periósteo, depois solicita os músculos hipertônicos dando-lhes um shock-impulse, e os músculos hipotônicos, estirando-os. Isto conduz, nos dois casos, a uma melhor tonicidade dos músculos por reações antagônicas (os músculos pinçados se distendem, os estirados se contarem). Fortes reações emocionais e vegetativas podem acompanhar essa técnica de massagem.
Por sua vez, Ebba Boyensen, inspirando-se na deep-draining, explica uma massagem provocadora: ela envia uma leve impulsão, um pinçamento firme do músculo, de maneira irregular, para provocar um leve reflexo de sobressalto, o corpo provocado vai então responder de maneira vegetativa e/ou emocional. Os clientes experimentam com freqüência uma raiva sem objeto, podem outras vezes exprimir uma cólera dirigida contra algo específico ou ainda uma força criadora...
Outras massagens biodinâmicas bem menos provocadoras, como aquelas que revitalizam a pessoa ou que lhe dão intensidade orgânica, podem também aumentar o sentimento de identidade do cliente e assim levá-lo a agir no mundo.
Entretanto, a atenção do psicoterapeuta é sempre necessária, pois a mesma massagem em momentos diferentes do processo terapêutico pode ter efeitos variados - o cliente captando diferentemente o toque do terapeuta - às vezes, uma massagem tem efeito essencialmente regressivo e fusional, outras vezes pode levar a um reconhecimento de material inconsciente, pode conduzir, enfim, a uma projeção para o social. Pode acontecer que um cliente permaneça fixado numa das maneiras (e notadamente na vertente maternal); isto não ocorre sem perigo, por isso, quando puder encadear-se um processo destrutivo para o cliente, o terapeuta deve então modificar sua técnica de massagem e sua maneira de tocar.
Partindo do ciclo reichiano de carga/descarga, Gerda Boyensen mostrou que a energia descendente tem uma função restauradora do roganismo e da psiquê. Em seu modelo de
também, que qualquer que seja a massagem, ela necessita um tempo de defluxo: quanto mais forte a carga, isto é, quanto mais energia ascendente provocada, maior defluxo deve ser atentamente conduzido a fim de que toda carga energética escoe-se num movimento "fundente" (de derretimento). Gerda Boyensen estudou muito essa etapa e grande parte das noções teóricas que ela expõe trata dessa fase da circulação energética. Também, grande parte das massagens biodinâmicas apelam para o toque maternal.6
Isto não impede que sejam numerosas as massagens biodinâmicas que solicitam a ascensão da energia. Com efeito, Gerda Boyensen formou-se em massagem na Noruega com Bullow-Hansen e, ainda que ela seja discreta sobre suas primeiras técnicas, é bem provável que o método de Bullow-Hansen seja provocador. Os músculos são solicitados assaz fortemente pelo massagista antes de se relaxarem. Esta técnica permitiu que Gerda Boyensen criasse uma massagem fundamental, a deep-draining: ela procura a energia profunda nos ossos ao massagear o periósteo, depois solicita os músculos hipertônicos dando-lhes um shock-impulse, e os músculos hipotônicos, estirando-os. Isto conduz, nos dois casos, a uma melhor tonicidade dos músculos por reações antagônicas (os músculos pinçados se distendem, os estirados se contarem). Fortes reações emocionais e vegetativas podem acompanhar essa técnica de massagem.
Por sua vez, Ebba Boyensen, inspirando-se na deep-draining, explica uma massagem provocadora: ela envia uma leve impulsão, um pinçamento firme do músculo, de maneira irregular, para provocar um leve reflexo de sobressalto, o corpo provocado vai então responder de maneira vegetativa e/ou emocional. Os clientes experimentam com freqüência uma raiva sem objeto, podem outras vezes exprimir uma cólera dirigida contra algo específico ou ainda uma força criadora...
Outras massagens biodinâmicas bem menos provocadoras, como aquelas que revitalizam a pessoa ou que lhe dão intensidade orgânica, podem também
Círculo Psico-Orgânico, Paul Boyensen chama fluxo a energia ascendente, e defluxo a energia descendente.
6Gerda Boyensen - Le Psycoperistaltisme - Traduzido por Yves Brault - Jornal interno da Associação de Psicologia Biodinâmica No. 21.
Círculo Psico-Org
aumentar o sentimento de identidade do cliente e assim levá-lo a agir no mundo.
Entretanto, a atenção do psicoterapeuta é sempre necessária, pois a mesma massagem em momentos diferentes do processo terapêutico pode ter efeitos variados - o cliente captando diferentemente o toque do terapeuta - às vezes, uma massagem tem efeito essencialmente regressivo e fusional, outras vezes pode levar a um reconhecimento de material inconsciente, pode conduzir, enfim, a uma projeção para o social. Pode acontecer que um cliente permaneça fixado numa das maneiras (e notadamente na vertente maternal); isto não ocorre sem perigo, por isso, quando puder encadear-se um processo destrutivo para o cliente, o terapeuta deve então modificar sua técnica de massagem e sua maneira de tocar.
Portanto, para conduzir um processo terapêutico é necessário que o terapeuta tenha capacidade para utilizar com consciência esses dois tipos de toque, um fazendo imergir a pessoa na sua profundeza, outro projetando-a para o mundo.
Bibliografia:
J. Besson (1968) - La Transfert et le contre-transfert dans la Psychologie Biodinamique ADIRE No. 2-3.
G. Boyensen (1985) Entre Psyché et Soma - Payot.
Y. Brault (1988) - Transfert maternel, transfert paternel - ADIRE No. 2/3.
Y. Brault (1989) - Déflux et psychopéristaltisme - Artigos de l'APB.
M. Heller (1989) - Déflux et contre-transfert - ADIRE No. 4.
R. Meyer (1989) - Les Mouvements somatologiques de basee Revue de Somathérapie No. 4.
F. Veldman (1989) - Haptonomie, science de l'affectivité - PUF.
Tradução: Silvana Sacharny
Este artigo foi retirado da revista ADIRE - publicada pela Associação de Análise Psico-Orgânica - ADIRE Nº 6 - Abril 1991 - O SER TOCADO - Psicoterapia e Toque.
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